Na última quinta-feira (5/2), guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram, em conjunto com a Clínica de Recuperação de Animais Silvestres do Rio de Janeiro (CRAS/Unesa), a soltura de uma caninana-amarela (Spilotes pullatus). A ação ocorreu no Parque Estadual da Pedra Branca, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Após passar por um período de cuidados clínicos e avaliações veterinárias, a equipe do CRAS Unesa constatou que o réptil apresentava boas condições de saúde e estava apto para retornar à natureza. O animal foi entregue aos guarda-parques da unidade, que realizaram a soltura em um local seguro do parque, garantindo sua reintegração ao ambiente natural.
— Nossa equipe trabalha com muita agilidade e técnica. Isso é o que garante a segurança dos animais e também das pessoas que vivem ou circulam nas proximidades da unidade de conservação — destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
A caninana é uma serpente de grande porte, geralmente não peçonhenta, encontrada em florestas da região Neotropical. De hábito diurno e frequentemente arborícola, pode atingir entre 2,5 e 2,8 metros de comprimento. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, lagartos, anfíbios e ovos, desempenhando um papel fundamental no controle de roedores e no equilíbrio do ecossistema.
Sobre o Parque
Com 12.491 hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca abrange áreas de 17 bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A sede da unidade de conservação está localizada no Pau da Fome, em Jacarepaguá, e seus núcleos ficam no Camorim (também em Jacarepaguá), Piraquara (Realengo) e no posto avançado Quilombola, em Vargem Grande, batizado em homenagem à comunidade quilombola Cafundá Astrogilda.
O parque abriga uma rica biodiversidade, com 479 espécies de fauna registradas, sendo 43 de peixes, 20 de anfíbios, 27 de répteis, 338 de aves e 51 de mamíferos.