Notícias |06.02.2026

Inea realiza soltura de três gambás-de-orelha-preta na Reserva Ecológica da JuatingaA ação foi realizada em conjunto com o CRAS de Paraty

Na última quinta-feira (5/2), guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em conjunto com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Eletronuclear, realizaram a soltura de três gambás-de-orelha-preta juvenis (Didelphis aurita) na Reserva Ecológica da Juatinga (REEJ), localizada em Paraty, no extremo sul do estado do Rio de Janeiro. A entrega dos animais foi realizada pela equipe do CRAS. Lá, os gambás passaram por cuidados veterinários e, após receberem alta, foram entregues aos guarda-parques da unidade de conservação, onde foram reintroduzidos ao seu habitat natural.

— A preservação desses animais é essencial, eles têm uma grande capacidade regulatória, garantindo o controle de pragas e insetos. Excelente trabalho da equipe – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Também chamado de saruê, o gambá-de-orelha-preta é uma espécie comum, endêmica da Mata Atlântica, e pode ser encontrada em todas as unidades de conservação administradas pelo Inea. Pertence à família dos marsupiais, assim como os coalas e cangurus, pois possuem o marsúpio, uma bolsa de pele, localizada na região abdominal das fêmeas, na qual os filhotes completam o seu desenvolvimento. Além disso, o animal demonstra um comportamento defensivo justamente para proteger suas crias, mas é inofensivo e se aproxima de áreas urbanas apenas em busca de alimentos.

A alimentação do gambá-de-orelha-preta é onívora, ou seja, bem diversificada: alimenta-se de vários animais, carniças, frutos, entre outros. O animal também é responsável pelo controle de diversos invertebrados, como aranhas, escorpiões e carrapatos. Resistente a toxinas, inclusive às das cobras peçonhentas, a espécie é potencial predador de jararacas.

Sobre a Reserva

A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na região da Costa Verde sul-fluminense. Com uma área de 9.797 hectares, abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, além de ecossistemas como restingas, manguezais e costões rochosos.                                                                                                                                                                                                                                                                                               

Criada em 1992, a REEJ tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. Atualmente, cerca de 1.500 pessoas vivem na unidade, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa. Toda a área da reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação.