No último dia 9/2, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio da Gerência de Qualidade do Ar (GERAR), recebeu três novos equipamentos que serão utilizados para monitorar a qualidade do ar no estado. Essas recursos serão incorporados à rede estadual de monitoramento da qualidade do ar.
Segundo o presidente do instituto, Phillipe Campello, a chegada do material é uma importante contribuição para o fortalecimento da gestão da qualidade do ar no Estado. “Esses recursos vão permitir a captação de informações relevantes sobre trajetória dos poluentes monitorados, o comportamento em escalas local e regional na atmosfera, a dinâmica em ambientes urbanos, e também facilitará o mapeamento de fontes poluidoras até então desconhecidas”, explica Campello.
Fruto do termo de compensação celebrado entre o Inea, a Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade e a empresa Marlim Azul Energia S.A, os recursos doados serão aplicados para ampliação e modernização da rede de qualidade do ar do estado, sendo eles analisadores de óxido de nitrogênio (NOx), modens de alto alcance para conexão de internet, balanças analíticas de alta precisão para a pesagem dos filtros de particulados, além dos insumos para manter o funcionamento das ferramentas por dois anos.
Os analisadores servirão para mapear o transporte de longa distância do óxido de nitrogênio e seus impactos na sociedade. “A partir do momento em que a empresa emite o poluente, existe um caminho em que ele percorre até chegar em áreas urbanas. Esse gás altera a qualidade do ar na região e também afeta diretamente a saúde humana. Por isso, precisamos mapear toda a trajetória para que possamos traçar estratégias de controle”, disse o diretor de Segurança Hídrica e Qualidade Ambiental (DIRSEQ), Cauê Bielschowsky.
De acordo com o gerente de Qualidade do Ar, Pedro Valle, além dessa estação, está prevista a reativação de 19 pontos de monitoramento em toda a região metropolitana. “Estamos no meio do processo de recuperação e mobilização de 17 estações fixas e duas móveis que pertencem ao Inea. A nossa ideia é intensificar o monitoramento nas áreas mais afetadas por agentes poluidores. A previsão é de começar a atuar com essa nova rede em abril deste ano”, ressaltou Valle.
Rede de monitoramento
Para a aferição do índice de qualidade do ar no estado do Rio de Janeiro, o Inea utiliza dois tipos de redes de monitoramento, a rede automática e semiautomática.
A rede automática é composta por 58 estações que medem os parâmetros meteorológicos e as concentrações de poluentes dispersos no ar. Os poluentes analisados são: óxido de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2), ozônio (O3) e hidrocarbonetos; compostos orgânicos voláteis, como o benzeno; e micropartículas sólidas e líquidas suspensas no ar (PTS, PM10 e PM2.5).
Em relação às condições meteorológicas, os parâmetros monitorados são: direção e velocidade do vento, temperatura, umidade, radiação solar, pressão atmosférica e precipitação.
Todos os dados gerados são transmitidos em tempo real para a central de telemetria do instituto, e após processados e validados, são disponibilizados à população por meio de relatórios e boletins disponíveis no portal.
Já a rede semiautomática é composta por 116 estações que fazem a análise das concentrações de materiais particulados dispersos na atmosfera. A medição é feita semanalmente por técnicos do órgão ambiental. Depois de coletadas, as amostras são analisadas nos laboratórios, e publicadas no Boletim de Qualidade do Ar.
Para maiores informações sobre o monitoramento da qualidade do ar no estado, acesse: https://www.inea.rj.gov.br/ar-agua-e-solo/qualidade-do-ar/