Notícias |12.01.2026

Inea resgata bugio em ParacambiAnimal foi encaminhado para o Hospital Veterinário de Estácio

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) resgatou, nesta sexta-feira (9/1), um Bugio (Alouatta guariba) em uma área periurbana do município de Paracambi, na Baixada Fluminense. A ação, que visou o bem estar e manejo do primata, contou com a mobilização de servidores da Área de Proteção Ambiental Estadual do Rio Guandu, do Hospital Veterinário de Estácio, do Bioparque e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O animal, que vinha sendo avistado no município desde o mês de dezembro, foi capturado com o auxílio de um dardo tranquilizante. O indivíduo agora está em segurança e foi encaminhado para o Hospital Veterinário de Estácio, em Vargem Pequena, na capital, onde passará por diversos exames e avaliação médica.

– Nossa intenção é reintroduzir este animal na natureza assim que possível. Nossos especialistas em fauna e biodiversidade estão acompanhando de perto a situação desse bugio a fim de garantir que sua reintrodução seja feita da melhor forma possível e dentro de uma área protegida – explica o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

O Bugio é um primata endêmico da Mata Atlântica e desempenha um papel ecológico fundamental: atua como dispersor de sementes, contribuindo diretamente para a regeneração e saúde das florestas. A espécie emite vocalizações que podem alcançar longas distâncias como mecanismo de manutenção do espaçamento e organização entre os grupos. Possuem uma dieta rica em folhas e flores e utilizam a cauda para locomoção na copa das árvores, raramente são vistos no solo.

Experiência com a espécie

Idealizado pelo primatólogo e conservacionista Adelmar Faria Coimbra Filho, o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ) foi a primeira instituição nacional voltada prioritariamente para a preservação do patrimônio primatológico brasileiro. Foi inaugurado em 1979 e é administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente.

Há mais de 40 anos o CPRJ tem como principal objetivo assegurar a continuidade das espécies, por meio de um banco genético que visa dar suporte às colônias de primatas brasileiros. O centro cria somente primatas de espécies nativas do Brasil, com atenção especial para aquelas sob algum risco de ameaça de extinção. Dentre as espécies mais estudadas no local está o Bugio, conhecimento este que contribui para ações de manejo como a que ocorreu em Paracambi.