Na última terça-feira (17/2), a equipe de guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou o socorro de uma mulher com princípio de infarto no Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG), no município de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A equipe foi acionada por banhistas e prontamente iniciou o atendimento.
Os guarda-parques foram chamados por frequentadores da Praia Preta. Ao chegarem ao local, encontraram uma mulher de 72 anos com alteração da pressão arterial, sudorese, pele fria e pressão aferida em 14 por 6, além de quadro de angina dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o coração. Esse sintoma ocorre quando as artérias coronárias, responsáveis por levar sangue e oxigênio ao músculo cardíaco, estão estreitadas ou bloqueadas.
A equipe realizou os primeiros socorros e encaminhou a vítima ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Ilha Grande. Um dos pilares dessa operação, foi o agente ambiental Maxie Costa de Oliveira, que, além de guarda-parque, também é socorrista do SAMU e um dos profissionais mais experientes da equipe, sendo imprescindível para que o quadro médico da turista fosse estabilizado ainda no Parque
— É uma equipe muito preparada. Em situações como essas, é necessário ter calma e precisão. Nossos profissionais têm essas e muitas outras qualidades — destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Sobre o Parque
O Parque é uma área de domínio público protegida por lei, com o objetivo de promover a convivência harmoniosa entre o ser humano e o meio ambiente, preservando integralmente espécies raras da fauna e da flora, protegendo o patrimônio histórico e oferecendo atividades de recreação, lazer e educação ambiental para turistas e moradores, além de estimular a economia local e a geração de empregos.
O Parque Estadual da Ilha Grande foi criado em 1971, com 4.330 hectares (43,30 km²), e ampliado em 2007 para 12.052 hectares (120,52 km²), passando a preservar 62,5% da área total da Ilha Grande (193 km²). A administração é de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com sede na Vila do Abraão.
Em áreas do Parque não é permitido cortar árvores, retirar mudas, capturar, alimentar ou afugentar animais, exercer atividades agrícolas ou pastoris, caçar, pescar nos rios, realizar extração mineral, nem promover ocupação residencial, comercial ou industrial. Ou seja, não se pode alterar o meio ambiente de forma predatória.