O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), realizou o resgate de um tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (11/12). Após receber a solicitação de um morador, os bombeiros encontraram o animal e o entregaram à equipe do Parque Estadual da Pedra Branca, unidade de conservação administrada pelo Inea.
– Mais uma vez, um belo trabalho. Essas ações demonstram a importância das unidades de conservação e de seus servidores no cuidado com a nossa biodiversidade – afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Os guarda-parques realizaram avaliações, onde constataram que o animal estava em boas condições. Apesar de um pouco nervoso pelo período em que ficou contido, o tatu foi liberado e devolvido ao seu habitat natural. A ação reforça o compromisso do Inea com a preservação da fauna silvestre e o equilíbrio ecológico da região.
O tatu-galinha tem papel fundamental no equilíbrio ecológico. A espécie atua como um grande controlador de pragas, alimentando-se de formigas, cupins e outros insetos e suas larvas, ajudando a manter o equilíbrio dessas populações na natureza. Além disso, é um engenheiro do ecossistema, com habilidades de escavação que movem nutrientes e promovem a aeração e a infiltração de água no solo, contribuindo para sua fertilidade e estrutura. Sua presença indica que o ecossistema está saudável, contendo diversidade alimentícia, como insetos e minhocas.
Sobre o parque
Com 12.491 hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca abrange partes de 17 bairros da Zona Oeste do Rio. A sede da Unidade de Conservação fica no Pau da Fome, em Jacarepaguá, e os núcleos estão localizados no Camorim (também em Jacarepaguá), em Piraquara, em Realengo e no posto avançado Quilombola, em Vargem Grande batizado em homenagem à comunidade Quilombola Cafundá Astrogilda. O parque abriga uma fauna diversificada, com 479 espécies registradas: 43 de peixes, 20 de anfíbios, 27 de répteis, 338 de aves e 51 de mamíferos.