Notícias |05.02.2026

Inea resgata um araçari-banana em ParatyO animal apresentava ferimentos e incapacidade de voar

Na última terça-feira (3/2), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou, em conjunto com o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Eletronuclear (CRAS), o resgate de um araçari-banana (Pteroglossus bailloni), em uma residência em Paraty, no Litoral Sul do Rio de Janeiro. A ação foi conduzida por guarda-parques da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga.

Guarda-parques do Inea foram acionados e, ao chegarem ao local, constataram que o animal apresentava dificuldade para voar e ferimentos após colidir com o vidro de uma janela, segundo relato de moradores da região. A equipe realizou o resgate na localidade da Várzea do Corumbê, conduzindo o atendimento com segurança e cuidado. Após a avaliação inicial, o araçari-banana foi encaminhado ao CRAS, para receber os cuidados veterinários necessários para sua reabilitação.

— É um trabalho que exige muito cuidado. Nossa equipe é extremamente qualificada e, mais uma vez, garantiu um resgate bem-sucedido — destacou o secretário de Estado de Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

O araçari-banana pode medir cerca de 39 centímetros e pertence à família Ramphastidae, a mesma dos tucanos. A espécie se destaca pela plumagem predominantemente amarela, com dorso em tons de verde-esmeralda e oliva, além de uma faixa vermelha próxima à cauda. A região ao redor dos olhos não possui penugem e apresenta pele avermelhada. O macho é ligeiramente maior que a fêmea. Sua alimentação inclui frutos de palmito-juçara, embaúbas, figueiras, além de ovos e filhotes de outras aves.

Sobre a Reserva

A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na região da Costa Verde sul-fluminense. Com uma área de 9.797 hectares, abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, além de ecossistemas como restingas, manguezais e costões rochosos.

REEJ tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. Atualmente, cerca de 1.500 pessoas vivem na unidade, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa. Toda a área da reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).