No último domingo (8/9), o Parque Estadual Cunhambebe, unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), recebeu comunidades tradicionais e moradores do entorno para uma visita guiada e imersão nos territórios protegidos pelo parque. Entre os participantes estavam membros da Comunidade Quilombola da Ilha da Marambaia, Pescadores Artesanais da Ilha da Madeira, Caiçaras da Ilha de Jaguanum e do Sahy.
A iniciativa tem como objetivo a integração entre a gestão das unidades de conservação e as comunidades tradicionais, ação fundamental para a efetividade da conservação ambiental e para contribuir para uma gestão mais transparente e inclusiva das unidades de conservação. A ideia é que haja, a partir da inclusão das pessoas no processo, uma maior disposição para colaborar com os esforços de conservação e um maior comprometimento com as regras estabelecidas
– Essas comunidades, que muitas vezes têm uma relação ancestral e profunda com o território, possuem conhecimentos e práticas que podem enriquecer significativamente as estratégias de manejo e proteção dos recursos naturais. A relação amistosa entre a gestão e a comunidade promove o diálogo, o aprendizado mútuo e a valorização dos saberes locais, ao mesmo tempo em que fortalece as ações de conservação ambiental do Estado. – afirmou o gestor do parque, Ivan Cobra.
A atividade foi a primeira de uma série de eventos realizados em parceria com a empresa Vale e que visa envolver comunidades tradicionais e a população do entorno do parque. Uma das formas eficazes de implementar essa integração é por meio de visitas guiadas e imersões no parque, onde as comunidades têm a oportunidade de interagir diretamente com a equipe da unidade de conservação.
A visita, além de uma estratégia que beneficia tanto a conservação ambiental quanto o bem-estar social, também gera oportunidades econômicas para as comunidades. Ao se envolverem nas ações do parque, como guias turísticos ou em projetos de educação ambiental, os moradores locais podem encontrar novas fontes de renda que respeitam o meio ambiente. Isso não só ajuda na conservação, mas também promove o desenvolvimento sustentável da região.