Primeiro Dark Sky Park da América Latina, o Parque Estadual do Desengano, unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e situada no Norte Fluminense, será homenageado por uma tradicional escola de samba de Santa Maria Madalena, na terça-feira de Carnaval (3/3). O desfile terá início às 21h, na Rua Barão Madalena, no Centro desse município.
Com o enredo “Anoiteceu…o céu acendeu, Madalena resplandeceu”, a Escola de Samba Mocidade Independente de Itaporanga traz para o carnaval a história do universo astronômico, e por que Santa Maria Madalena ficou conhecida como a Cidade das Estrelas. No desfile, a escola vai retratar, por meio de alegorias e adereços, a história e o céu escuro do parque.
– A equipe do parque se sente honrada com a homenagem e agradece aos moradores de Santa Maria Madalena pelo reconhecimento. O céu escuro que abraça o nosso parque proporciona um espetáculo da natureza, com suas estrelas e planetas, um atrativo a mais que pode ser apreciado por nossos visitantes – destacou o gestor do Parque Estadual do Desengano, Heron.
O título Dark Sky Park foi conferido ao parque pela International Dark-Sky Association, em 2021. Com isso, a unidade de conservação ganha reconhecimento internacional como uma unidade de conservação de qualidade excepcional para a observação de noites estreladas e um ambiente noturno protegido que valoriza seu patrimônio científico, natural, educacional, cultural e social.
Sobre o parque
Com 21.365,82 hectares, o Parque Estadual do Desengano abrange parte dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Dentro de seus limites, estão protegidas a fauna, a flora e os ecossistemas, garantindo a preservação dos recursos naturais. Trata-se do conjunto de serras mais bem conservadas da região, de uma densa vegetação e rica biodiversidade, possibilitando atividades tais como pesquisa científica e educação ambiental.
No local, já foram identificadas por volta de 167 espécies de aves, muitas destas ameaçadas de extinção, como a jacutinga (Pipile jacutinga) e o macuco (Tinamus solitarius). Além disso, já foi avistado na unidade o muriqui (Brachyteles arachnoides), maior primata da América Latina e símbolo do parque.