Notícias |28.02.2023

Programa Vem Passarinhar RJ registra 101 espécies no Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da EstrelaSegunda edição de 2023 reuniu 30 observadores de avifauna na Região Serrana

Nos dias 11 e 12/2, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu a segunda edição do programa Vem Passarinhar RJ do ano. O evento aconteceu no Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela (REVISEST), unidade de conservação que abrange os municípios de Duque de Caxias, Magé e Petrópolis, e reuniu 30 participantes que registraram 101 espécies de aves ao longo do percurso, incluindo pássaros raros e ameaçados de extinção.

Para o presidente do Inea, Philipe Campello, o programa é um grande aliado na preservação da fauna do estado. “O Vem Passarinhar é uma iniciativa de grande importância para as nossas unidades de conservação. Além de ser um sucesso, com cada vez mais participação da comunidade, promover a conscientização sobre a diversidade da nossa fauna de uma maneira prática é essencial para a proteção do ambiente”, afirmou o presidente.

Dentre as espécies observadas, o grande destaque foi o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus), ameaçado de extinção. Também foram encontradas inúmeras aves endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, de ocorrência exclusiva do bioma, como a saíra-sete-cores (Tangara seledon), o beija-flor-rajado (Ramphodon naevius) e o araçari-poca (Selenidera maculirostris).

Foram observadas, ainda, espécies que até o momento não haviam sido oficialmente registradas para a unidade de conservação: Tico-tico-rei-cinza (Coryphospingus pileatus), Tiê-galo (Loriotus cristatus), e Tico-tico-do-campo (Ammodramus humeralis).

Apesar de não ser um pássaro, os observadores foram surpreendidos também com a visita de um mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie de primata ameaçada de extinção e exclusiva do estado do Rio de Janeiro.

A lista de todas as aves observadas pode ser acessada aqui.

O Programa Vem Passarinhar

O Vem Passarinhar RJ tem como principal objetivo sensibilizar a população na proteção da biodiversidade fluminense a partir da contemplação da avifauna na natureza. Além disso, o programa idealizado pelo órgão ambiental busca promover o trabalho feito pelas unidades de conservação e estimular uma vida mais saudável.

Conheça o REVISEST

Com apenas cinco anos de existência, a unidade de conservação cumpre com a sua missão de preservar os remanescentes da Mata Atlântica, protegendo as populações silvestres de animais e plantas nativas ameaçadas de extinção na Serra da Estrela.

A unidade tem cerca de 4.800 hectares abrangendo áreas dos municípios de Petrópolis, Duque de Caxias e Magé. O refúgio forma um corredor ecológico que liga duas UCs Federais, a Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, integrando o Mosaico Central Fluminense no Corredor Ecológico da Serra-do-Mar, além de sobrepor-se parcialmente à Área de Proteção Ambiental de Petrópolis.

Aberta para visitação, a unidade conta com cerca de 117 nascentes e 116 quilômetros de cursos d’água, com a ocorrência de cachoeiras, mirantes, trilhas, rampas de salto, sítios históricos — como a Estrada Real, o Caminho do Ouro e o Caminho do Proença — e outros atrativos turísticos.

Saiba mais sobre a unidade de conservação aqui.