Nos dias 11 e 12/2, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu a segunda edição do programa Vem Passarinhar RJ do ano. O evento aconteceu no Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela (REVISEST), unidade de conservação que abrange os municípios de Duque de Caxias, Magé e Petrópolis, e reuniu 30 participantes que registraram 101 espécies de aves ao longo do percurso, incluindo pássaros raros e ameaçados de extinção.
Para o presidente do Inea, Philipe Campello, o programa é um grande aliado na preservação da fauna do estado. “O Vem Passarinhar é uma iniciativa de grande importância para as nossas unidades de conservação. Além de ser um sucesso, com cada vez mais participação da comunidade, promover a conscientização sobre a diversidade da nossa fauna de uma maneira prática é essencial para a proteção do ambiente”, afirmou o presidente.
Dentre as espécies observadas, o grande destaque foi o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus), ameaçado de extinção. Também foram encontradas inúmeras aves endêmicas da Mata Atlântica, ou seja, de ocorrência exclusiva do bioma, como a saíra-sete-cores (Tangara seledon), o beija-flor-rajado (Ramphodon naevius) e o araçari-poca (Selenidera maculirostris).
Foram observadas, ainda, espécies que até o momento não haviam sido oficialmente registradas para a unidade de conservação: Tico-tico-rei-cinza (Coryphospingus pileatus), Tiê-galo (Loriotus cristatus), e Tico-tico-do-campo (Ammodramus humeralis).
Apesar de não ser um pássaro, os observadores foram surpreendidos também com a visita de um mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), espécie de primata ameaçada de extinção e exclusiva do estado do Rio de Janeiro.
A lista de todas as aves observadas pode ser acessada aqui.
O Programa Vem Passarinhar
O Vem Passarinhar RJ tem como principal objetivo sensibilizar a população na proteção da biodiversidade fluminense a partir da contemplação da avifauna na natureza. Além disso, o programa idealizado pelo órgão ambiental busca promover o trabalho feito pelas unidades de conservação e estimular uma vida mais saudável.
Conheça o REVISEST
Com apenas cinco anos de existência, a unidade de conservação cumpre com a sua missão de preservar os remanescentes da Mata Atlântica, protegendo as populações silvestres de animais e plantas nativas ameaçadas de extinção na Serra da Estrela.
A unidade tem cerca de 4.800 hectares abrangendo áreas dos municípios de Petrópolis, Duque de Caxias e Magé. O refúgio forma um corredor ecológico que liga duas UCs Federais, a Reserva Biológica do Tinguá e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, integrando o Mosaico Central Fluminense no Corredor Ecológico da Serra-do-Mar, além de sobrepor-se parcialmente à Área de Proteção Ambiental de Petrópolis.
Aberta para visitação, a unidade conta com cerca de 117 nascentes e 116 quilômetros de cursos d’água, com a ocorrência de cachoeiras, mirantes, trilhas, rampas de salto, sítios históricos — como a Estrada Real, o Caminho do Ouro e o Caminho do Proença — e outros atrativos turísticos.
Saiba mais sobre a unidade de conservação aqui.