Notícias |28.04.2023

Programa Vem Passarinhar RJ registra 143 espécies na Estação Ecológica Estadual de GuaxindibaEvento reuniu 30 observadores de avifauna no Norte Fluminense

No último fim de semana (21 à 23/4) o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu mais uma edição do programa Vem Passarinhar, na Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba (EEEG), em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense.

O encontro reuniu em torno de 30 observadores, entre ornitólogos, biólogos, conselheiros da EEEG, curiosos e apreciadores de pássaros soltos na natureza. Foram oferecidos alojamentos e café da manhã pela própria Estação Ecológica com o apoio do Parque Estadual da Lagoa do Açu (PELAG).

Ao todo 143 espécies foram registradas, como o Pica-pau-de-testa-pintada (Veniliornis maculifrons), o Tuim (Forpus), o Mergulhão-caçador (Podilymbus podiceps), Caramujeiro (Rostrhamus sociabilis), o Saíra-galego (Hemithraupis flavicollis), com destaque para a Marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor), entre outros. Os observadores contaram ainda com a presença do Chauá (Amazona rhodocorytha), uma espécie brasileira de papagaio ameaçada de extinção.

“O evento foi um sucesso, com um número considerável de participantes. Os grupos seguiram o cronograma do Vem Passarinhar de três dias, que contou inclusive com corujada, observação noturna de aves”, explicou a gestora da Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba, Vânia Maria.

O programa tem como principal objetivo, estimular a observação de aves nas unidades de conservação e contribuir para a gestão destas áreas protegidas por meio da sensibilização ambiental que proporciona a seus participantes.

Sobre a Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba

Com uma área equivalente a 3.269,9 hectares, localizada no Norte Fluminense, a estação ecológica foi criada em 2002 para proteger o maior remanescente contínuo de mata estacional semidecidual de todo o estado do Rio de Janeiro. Esta unidade de conservação foi criada devido aos veementes alertas de ambientalistas e de técnicos dos órgãos ambientais do governo do estado quanto à necessidade de se deter imediatamente o processo de destruição da mata, que devido ao desmatamento e aos fornos de carvão na área, foi chamada pela população de Mata do Carvão.