A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), por meio do PAN Flora Endêmica, no âmbito do Projeto Pró-Espécies concentrou, durante o primeiro semestre de 2021, esforços em ações sobre as espécies exóticas invasoras (EEI), uma das maiores causas de perda de biodiversidade no território fluminense. A partir destas intervenções, o Estado do Rio de Janeiro pode tomar medidas mais efetivas para conter o avanço da problemática.
A Superintendência de Planejamento e Conservação Ambiental (Supcon) da Seas e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) selecionaram diversas unidades de conservação para receber apoio direto na construção de planos de ação completos para manejo de EEI e outras ações a fim de conter a problemática. Dentre elas, estão os Parques Estaduais da Costa do Sol, da Ilha Grande, da Pedra Branca, da Serra da Tiririca e a Reserva Biológica da Praia do Sul.
Os pontos focais destes parques foram capacitados e cada equipe construiu o plano de ação da sua unidade de conservação. O documento produzido é dividido em: apresentação, medidas de manejo de EEI, lacunas, recomendações, considerações finais e referências. Tais planos estão recebendo os ajustes finais pelas equipes das UCs, entretanto, algumas já realizaram ações com base no projeto elaborado.
“Além de empreender as diversas ações contidas no PAN com diferentes setores da sociedade, a equipe busca integrar as suas atividades com outros projetos da Seas como o Olho no Verde, o Pró-UC e o Florestas do Amanhã. Desta maneira, potencializa e fortalece as ações já desenvolvidas pela secretaria”, explica o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha.
Outra etapa importante do projeto este ano foi a participação de 38 unidades de conservação administradas pelo Estado em curso remoto a respeito da problemática abordada. O treinamento ocorreu em duas etapas e o objetivo foi capacitar servidores e apoiar a construção de planos básicos de manejo de espécies exóticas invasoras ou propostas de gestão das mesmas. A Seas disponibilizou 22 documentos de apoio para os cursistas como bibliografias, planilhas para preenchimento, mapas, resoluções importantes, dentre outros.
“O Estado do Rio de Janeiro apresenta uma flora extremamente rica, ameaçada e exclusiva. Além do próprio valor intrínseco relacionado à biodiversidade e às plantas ameaçadas de extinção, a flora endêmica do estado tem valores sociais, econômicos e científicos. Portanto, sua conservação é de extrema relevância para a população fluminense”, afirma a consultora coordenadora do PAN da Flora Endêmica para a WWF-Brasil e Seas, doutora Inara Batista.
Todas estas ações são resultado da união da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, do Instituto Estadual do Ambiente, da WWF-Brasil e dos outros parceiros na implantação do projeto.
Sobre o projeto
O Projeto Pró-Espécies é financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund), sob a coordenação do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies do MMA. É implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e tem o WWF-Brasil como agência executora. Entre os parceiros estão o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Órgãos Estaduais de Meio Ambiente (SUPCON, SEAS no Rio de Janeiro).