A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade participou, nesta sexta (19), do II Simpósio de Restauração Ecológica do Estado do Rio de Janeiro. O evento tratou de metas e desafios para o setor reunindo autoridades do segmento, de 17 a 20 de julho, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio), na Gávea.
Representada pela coordenadora de Biodiversidade, Mariana Iguatemy, na mesa de discussão que tratou das “Metas da restauração para o Rio de Janeiro”, a Seas apresentou os compromissos e as perspectivas do órgão, destacando a construção do Plano Estadual de Restauração Ecológica como uma política pública que visa incluir nessa cadeia a possibilidade de geração de serviços ecossistêmicos essenciais à sociedade, mas também com foco na geração de emprego e renda proveniente dele. A previsão é que o plano seja lançado pela pasta no início de 2020.
“O que a Seas defende é que as ações de restauração ecológica no estado sejam mais abrangentes, indo muito além de uma simples proposta de reposição da flora nativa. A atual gestão está comprometida em centralizar as ações para promover ganhos em larga escala, mas apostando na sinergia com outras políticas públicas como a capacitação de profissionais para atuação em viveiros de florestas e em todo o processo que engloba desde a concepção das sementes, manutenção e monitoramento das matrizes até o plantio e acompanhamento do crescimento das mudas. É um grande desafio para o qual estamos destinando muito empenho” pontuou Iguatemy.
Com foco nisso, a Seas e a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda (Setrab) já estudam uma parceria para fomentar oportunidades, especialmente nos municípios onde as restaurações poderão ocorrer.
Outros temas abordados no evento, pela Seas, foram o desafio de abastecimento de água nas metrópoles; a restauração florestal como solução sócio ambiental viável e efetiva, além de explanações sobre ferramentas como o Cadastro Ambiental Rural (CAR); os Planos Municipais da Mata Atlântica e a Carteira de Restauração Florestal, entre outras iniciativas voltadas para o processo.
Para Mariana, encontros dessa natureza são importantes oportunidades para trocas de ideias e aprimoramento das ações públicas em curso.
“A base do conhecimento que antecede iniciativas a serem desenvolvidas pelo setor público estão sendo geradas por pesquisadores e, muitas das vezes, em eventos como esses. Com isso, a aproximação com esses entes pode garantir a qualidade das nossas ações” defendeu a coordenadora da Seas, sintetizando a importância da participação da secretaria no evento.
Também integraram a mesa de discussões os especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Luiz Fernando Moraes; do Instituto Internacional para Sustentabilidade (ISS), Renato Crouzeilles e do PACTO pela Restauração da Mata Atlântica, Ludmila Pugliese. A mediação ficou a cargo do pesquisador e assistente técnico do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Ciro Moura.