A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) participou ativamente das discussões do Green Rio nesta quinta-feira (27/11). O evento, que ocorre na Marina da Glória até sábado (29/11), reuniu lideranças dos setores público e privado para debater os planos do Rio de Janeiro para a bioeconomia, sustentabilidade e Economia Azul.
— Essa é uma grande conquista não só para a COP30, mas para a humanidade. Trazer os oceanos para o centro da discussão climática é essencial para o nosso futuro — afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernado Rossi.
A programação do dia começou com a mesa “Ecos da COP 30”, que posicionou a Economia Azul como um pilar fundamental para o desenvolvimento sustentável e a governança climática global. Em uma contribuição central, a subsecretária de Recursos Hídricos da Seas, Ana Asti, reforçou a visão do planeta como um sistema integrado de oceanos, onde as águas não têm fronteiras e sua saúde é crucial para o equilíbrio do clima. Ela destacou a importância da conquista de colocar os oceanos no centro das negociações da COP30.
Foram igualmente ressaltados os progressos do estado fluminense na criação de unidades de conservação marinha e no incentivo a cadeias produtivas sustentáveis da Economia Azul, que incluem a restauração de manguezais e corais.
Dando continuidade ao tema, a segunda mesa, mediada pela autoridade, expandiu o debate sobre a Economia Azul para uma perspectiva global. O conceito se refere ao uso sustentável dos recursos dos oceanos e dos corpos hídricos. O Estado do Rio de Janeiro possui um enorme potencial para desenvolver esse modelo econômico, contando com uma vasta área litorânea, onde 80% da população reside. Estima-se que mais de 15% do PIB fluminense seja originário da economia marítima, abrangendo setores como navegação e portos, pesca, turismo, esporte, bioeconomia e até a geração de energia renovável.