A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) realizou, na última quinta-feira (29/01), a 4ª etapa do Projeto Economia Azul do Estado do Rio de Janeiro. O evento aconteceu no Iate Clube do Rio de Janeiro, na Zona Sul da capital, e reuniu gestores públicos, pesquisadores, representantes do setor privado e de comunidades tradicionais, como pescadores, marisqueiros e representantes de estaleiros. A iniciativa teve como objetivo apresentar dados inéditos sobre o modelo econômico sustentável dentro da realidade fluminense.
Coordenada pelos professores doutores Thauan Santos (EGN) e Joilson Cabral (UFRRJ), a quarta etapa do projeto privilegiou o desenvolvimento do diagnóstico da Baía de Guanabara, que banha a região portuária da capital e grande parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A área apresenta elevado potencial energético e de geração de empregos, especialmente em atividades como pesca, mariscagem, indústria naval e desenvolvimento da chamada energia azul.
O levantamento mostrou que, dentro da economia formal, existem cerca de 10.500 estabelecimentos de todos os portes (70% do total do Estado) que empregam em torno de 190 mil pessoas, com um rendimento médio próximo a R$ 5.800,00. O perfil médio desse empregado, levando-se em conta todos os setores da Economia Azul, seria um homem (70% dos 190 mil são do sexo masculino), com ensino médio completo (60% do total de empregos).
– Essa é uma etapa importante de algo muito grandioso. A Baía de Guanabara é viva e tem uma grande capacidade de gerar e produzir. A Economia Azul é um tema que precisa ser discutido e a partir desse diagnóstico, conseguiremos desenvolver políticas públicas ainda mais assertivas e eficientes – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
A iniciativa busca fortalecer a colaboração entre empresas, instituições, startups e poder público, promovendo soluções inovadoras e ações voltadas à formação de novos empreendedores, ampliando o impacto da Economia Azul no estado.
— O desenvolvimento do potencial da Economia Azul na Baía de Guanabara, uma região hidrográfica extremamente importante para o Rio de Janeiro, é um tema fundamental. Este é um momento crucial, em que estamos levantando dados e informações para o diagnóstico da Baía de Guanabara — afirmou a subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Ana Asti.
O Estado do Rio de Janeiro vem se consolidando como protagonista na agenda global de sustentabilidade oceânica, impulsionando o desenvolvimento econômico por meio da institucionalização do tema e da confirmação do Rio de Janeiro como sede da Conferência da Década do Oceano da ONU, prevista para abril de 2027.