A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, por meio da Subsecretaria de Conservação da Biodiversidade e Mudanças do Clima, promoveu hoje (24/08) o “Encontro em Prol da Biodiversidade Fluminense”. O evento serviu para apresentar e debater novos projetos da pasta e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) com órgãos federais, estaduais e municipais envolvidos na temática ambiental.
“É de suma importância fomentar e desenvolver políticas públicas de conservação da biodiversidade. Estes projetos que estamos construindo envolvem todos os parceiros possíveis, desde a sociedade civil até os entes privados e de controle. A Seas está aberta e transparente para construirmos juntos estes projetos e muitos outros”, explicou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Altineu Côrtes.
Um dos destaques da reunião foi a apresentação do “Selo da Empresa Parceira da Biodiversidade Fluminense”, que tem o objetivo de incluir o setor produtivo na preservação do patrimônio ambiental do estado do Rio de Janeiro.
De acordo com subsecretário de Conservação da Biodiversidade e Mudanças do Clima, Antonio Marcos Barreto, “o selo vai dar transparência nas relações do setor empresarial com as políticas públicas estaduais, a partir das metas do ‘Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade’”.
Crimes ambientais
O encontro destacou ainda a criação do projeto “Brigada Florestal Presente”, cujo objetivo é combater a situação crítica de queimadas no território fluminense. A iniciativa nasce do intercâmbio de informações entre a Seas, o Inea, Ibama e municípios.
Os dois últimos grandes incêndios no território fluminense, que atingiram a Reserva Estadual Biológica de Araras e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, culminaram na idealização do “Brigada Florestal Presente”. De acordo com o gerente de Gestão do Território e Informações Geoespaciais da Diretoria de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Inea, Andrei Veiga, um hectare de floresta custa em média R$ 83 mil para ser restaurado, o que leva, em média, quatro anos para ocorrer. Em um incêndio, uma área como esta é destruída em poucos minutos.
Para este projeto, estão previstas a compra de equipamentos para os brigadistas, tratores com lâmina frontal e grade traseira, pick-ups com tanque e moto bomba, sopradores, roçadeiras e horas de voo para o combate a incêndios, como forma de debelar os focos antes que se alastrem, mitigando impactos.
A presidente do Inea, Diane Rangel, destacou que iniciativas de prevenção também precisam ser adotadas. “É importante haver um mapeamento para antever a possibilidade do fogo, com dados de incêndios anteriores”, afirmou.
Outro destaque foi a continuidade do projeto “Olho no Verde”, que realiza o monitoramento por satélite da cobertura florestal e a identificação de áreas que sofreram desmatamento e ilegalidades no estado. Apenas em 2019, foram 1274 alertas emitidos pelo projeto para ações de fiscalização. O processo de licitação do “Olho no Verde” está em andamento e a contratação deve acontecer até o final de setembro.
Estiveram presentes ao evento o subsecretário Executivo da SEAS, Eduardo Gameleiro, o procurador da SEAS, Leonardo Quintanilha, o procurador do Ministério Público Federal, Renato Machado, o procurador do Ministério Público Estadual e Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), André Dickstein, o Diretor de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Inea, João Eustáquio, o superintendente do Ibama Adilson Gil, além do representante da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Glaucio Brandão.