Dando continuidade às celebrações da Semana do Ambiente da Rio 2030, a programação de atividades sediadas no Museu do Amanhã, na Zona Portuária da cidade do Rio de Janeiro, teve como fio condutor nesta terça-feira (7/6) a construção de uma metrópole sustentável.
“Mais que programar políticas públicas ambientais, nós temos que realizá-las e é para isso que estamos aqui hoje, reafirmando nosso compromisso com o meio ambiente. A Semana do Ambiente inaugura o nosso plano de ação da Rio 2030 que iremos implementar não só para o desenvolvimento do Rio de Janeiro, mas sim para o mundo. É muito gratificante fazer parte desse governo que tem mudado a história do Estado”, afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, José Ricardo Brito.
Para o secretário de Estado da Casa Civil, Nicola Miccione, a Rio 2030 é uma excelente oportunidade de colocar o Brasil em um papel central no que diz respeito à agenda ambiental global. “O Governo do Estado tem feito um trabalho forte na agenda sustentável e é muito importante que estejamos levando para o mundo o Rio de Janeiro como um caso vivo de desenvolvimento”, celebrou.
Na cerimônia de abertura do segundo dia de evento, estiveram presentes os secretários José Ricardo Brito, Nicola Miccione, e o diretor-executivo da Autoridade do Desenvolvimento Sustentável, Paulo Protásio.
Metrópoles sustentáveis
A primeira mesa do dia teve como tema “A Metrópole Sustentável que queremos” e contou com a participação do coordenador do Observatório Metropolitano ODS (METRODS), Cid Blanco, o fundador do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC), Willy Müller, e do Chefe do Departamento de Projetos Municipais da Área de Desestatização e Estruturação de Projetos do BNDES, Osmar Lima.
Mediado pela subsecretária de Estado de Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Ana Asti, a conversa abordou os desafios de tornar as grandes metrópoles mundiais em cidades mais sustentáveis e apresentou iniciativas de grandes centros urbanos para solucionar essas questões.
O METRODS, projeto do arquiteto Cid Blanco, é uma dessas tentativas de solução. O observatório tem como objetivo nortear o desenvolvimento sustentável das metrópoles brasileiras a partir dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, bem como analisar em que estágio os estados estão na execução desse plano de metas.
Os ODS são metas estratégicas que buscam atingir, até 2030, níveis satisfatórios em diversos âmbitos, como na economia, na educação e na agenda ambiental. Além da iniciativa estadual Rio 2030, o Estado vem trabalhando na implementação do plano da ONU por meio de diferentes iniciativas.
“Uma das primeiras ações da atual gestão da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade foi organizar uma comissão estadual dos ODS, que hoje está em pleno funcionamento e é um trabalho que nos dá muito orgulho. A ideia é incorporarmos no nosso plano orçamentário a ótica de todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, explicou a subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Ana Asti.
Os convidados também discutiram a resiliência dos recursos naturais ao redor do mundo, as mudanças e os desafios das metrópoles contemporâneas, além do novo projeto do BNDES para a revitalização da região central da capital fluminense a partir de novos usos para ativos imobiliários públicos.
Em conjunto com as reflexões sobre as metrópoles de amanhã, a programação também contou com diferentes perspectivas para a concretização dessas ideias. Com a presença do presidente da Ecology and Territory Foundation, Salvador Rueda, do co-fundador da Kvartier Urbanismo, Mauricio Duarte, do diretor de Ciência e Inovação da Embaixada da Suécia, Jacob Paulsen, e da representante do Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável, Aspásia Camargo, a mesa abordou a construção de metrópoles sustentáveis a partir de uma visão internacional.
Após fornecer um panorama macro do tema aos participantes, especialistas e representantes de diversas instituições integraram o evento com apresentações com os temas “Iniciativas municipais para a sustentabilidade” e “Iniciativas metropolitanas para a sustentabilidade da RMRJ”, colocando em protagonismo o território fluminense.
Como encerramento do dia, o diretor-executivo da Autoridade do Desenvolvimento Sustentável, Paulo Protásio, o diretor de Planejamento e Projetos da Secretaria Executiva da Autoridade do Desenvolvimento Sustentável, Mauricio Knoploch, e a subsecretária de Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Ana Asti, foram convidados para discursar sobre a elaboração de uma agenda para a sustentabilidade metropolitana.
Ambiente Jovem na Rio 2030
Pelo menos cinco núcleos do programa Ambiente Jovem estiveram presentes nas atividades desta terça-feira. A participação dos estudantes aponta para o papel central das novas gerações na realização das metas da Rio 2030 e da construção de um amanhã mais verde.
“Ontem alguns alunos me contaram sobre o desejo de transformar uma praça perto do núcleo em uma praça verde, com uma área de reciclagem. Isso é maravilhoso pois sentimos a importância de estar aqui e de construir esse diálogo, trazendo esse tipo de oportunidade. A secretaria está de portas abertas para ajudar todos vocês a realizarem esses sonhos verdes”, garantiu a subsecretária Ana Asti.
Maior programa de educação do Brasil, o Ambiente Jovem busca transformar jovens de 16 à 24 anos em verdadeiros líderes de transformação ambiental em suas comunidades.