Construções irregulares em área do Parque Estadual da Pedra Branca, unidade de proteção integral administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) localizada na zona este do Rio, foram o alvo de uma operação conjunta deflagrada, nesta sexta-feira (5/11), pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, por meio da Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais, pelo Inea, pelo Comando de Polícia Ambiental (CPAm), pelo Ministério Público Estadual e pelo 40º Batalhão da Polícia Militar (Campo Grande).
A equipe efetuou uma vistoria às margens do Rio da Prata, em Campo Grande e, na Rua da Represa flagrou construções irregulares em Faixa Marginal de Proteção (FMP). Duas residências foram demolidas e outras edificações fase de construção foram embargadas. Houve também a apreensão de farto material para a obra. Três pessoas foram detidas e conduzidas à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) onde prestaram esclarecimentos. Os infratores ambientais responderão por crime ambiental e serão autuados pelo Inea.
Com 12.491,72 hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca abrange partes de 17 bairros, dentre os quais, Vargem Grande, Vargem Pequena, Barra da Guaratiba, Campo Grande, Santíssimo, Senador Camará, Padre Miguel, Bangu, Realengo, Sulacap e Taquara. É considerado uma das maiores florestas urbanas do mundo, com 12.500 hectares de área. A sede da unidade de conservação fica no núcleo Pau da Fome, em Jacarepaguá, e as subsedes estão situadas nos núcleos Camorim, também em Jacarepaguá, e Piraquara, em Realengo.
A unidade de conservação é reconhecida internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area), ou seja, uma área prioritária para conservação da biodiversidade de aves, pela BirdLife International.