Notícias |25.02.2026

Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Inea e Febracom coletam 3.780 litros de óleo de cozinha usado na Marquês de SapucaíIniciativa gerou emprego e renda para os catadores de material reciclável

E no quesito coleta de óleo de cozinha usado para reaproveitamento, a nota da  Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e do  Instituto Estadual do Ambiente (Inea)  durante o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí foi…10! Com apoio da Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (Febracom),   a pasta ambiental fluminense, por meio do Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal (Prove), coletou 3.780 litros desse resíduo para destinação ambiental adequada, ou seja, 116,48%  a mais do que foi recolhido no Sambódromo,  em 2025.

A secretaria e o Inea disponibilizaram 88 bombonas para 25 camarotes e oito quiosques do sambódromo durante os desfiles. O óleo de cozinha usado foi recolhido por 14 catadores de materiais recicláveis e quatro técnicos da Febracom. Todo esse material foi levado para uma fábrica de sabão pastoso situada no bairro da Mangueira, uma vez que o óleo de cozinha usado é utilizado como insumo na fabricação   desse produto. A verba obtida  com a comercialização desse resíduo foi   revertida para os catadores, gerando emprego e renda para essas pessoas. Neste ano, a renda revertida para os catadores cooperados  foi da ordem de R$ 13.607,15,  um aumento de 129,73% em relação a  2025.

– A coleta de óleo de cozinha usado beneficia o meio ambiente,  pois evita danos aos ecossistemas aquáticos e à infraestrutura urbana, além de ter uma importância social ao gerar renda para os catadores de materiais recicláveis.  É um trabalho muito importante porque visa a preservação do natureza – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Além da perspectiva social, a coleta de óleo de cozinha usado também favorece  a conservação do meio ambiente: a destinação ambiental adequada evitou a poluição de 94 milhões e 500 mil litros de água de rios e lagoas do Rio de Janeiro, o equivalente a 73 piscinas olímpicas. Isso porque, com o descarte inadequado, ou seja, em pias de cozinha,  o óleo chega aos cursos d’água, poluindo esses ecossistemas.

A iniciativa também contribuiu para reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE): a destinação ambiental adequada do óleo de cozinha usado coletado no Sambódromo  evitou  a emissão de cerca de 44 toneladas de gás carbônico.

 

 

Sobre o Prove

 

O Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal (Prove)  foi criado pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade com o objetivo de evitar o despejo de óleo de cozinha usado nos rios.

Após sua utilização  na cozinha, esse resíduo oleoso e, comumente, descartado nas pias de cozinha, cuja destinação final acaba sendo os cursos d água que chegam a Baía de Guanabara, impactando no meio ambiente.

Com o Prove, a estratégia é dar a correta destinação para esse tipo de resíduo, e assim preservar os recursos naturais.