O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas, participou, nesta terça-feira (26/05), do 11º Encontro das Secretarias de Estado do Meio Ambiente da Mata Atlântica, realizado no Museu do Amanhã, no Centro do Rio. Promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, o evento reuniu representantes dos estados que integram o bioma para debater estratégias de proteção, restauração e uso sustentável da Mata Atlântica diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
— A conservação da Mata Atlântica exige políticas públicas integradas, territorializadas e financeiramente sustentáveis. Mais do que proteger remanescentes florestais, buscamos consolidar a Mata Atlântica como ativo estratégico para a biodiversidade, segurança hídrica, resiliência climática e qualidade de vida — destacou o secretário Rodrigo Mascarenhas.
O encontro teve como foco o fortalecimento da articulação entre os governos estaduais que possuem a cobertura do bioma da Mata Atlântica, como por exemplo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Sergipe. A ocasião foi marcada por trocas de experiências e a construção de uma agenda comum para conservação de um dos biomas mais ricos em biodiversidade e, ao mesmo tempo, mais ameaçados do país.
O estado também reforçou sua cooperação internacional com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) por meio do projeto Gestão Integrada das Paisagens, que apoia a implementação da Estratégia e Plano de Ação Estadual para a Biodiversidade (EPAEB-RJ), o plano de financiamento da biodiversidade e o Programa Conexão Mata Atlântica, prevendo beneficiar até 8.850 famílias com ações de tais Pagamentos por Serviço Ambiental(PSA), assistência técnica e cadeias produtivas sustentáveis.
Integralmente inserido no bioma Mata Atlântica, o Estado do Rio de Janeiro já alcançou a meta global de proteção de 30% do território terrestre e 10% da área marinha, se consolidando como uma das mais robustas redes de conservação subnacionais do país. Hoje, o estado conta com 675 áreas protegidas, que abrangem cerca de 1,4 milhão de hectares, dos quais quase meio milhão é protegido diretamente pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) por meio de 40 Unidades de Conservação.
Além da ampliação das áreas protegidas, o estado tem investido em monitoramento com imagens de satélite de alta resolução e inteligência artificial para identificar alterações na cobertura vegetal com elevado grau de precisão. Desde a criação, já foram cerca de 2.700 ações de fiscalização e monitoramento de aproximadamente 5 mil hectares. Outro ponto exposto foi o Programa Florestas do Amanhã, que tem a meta de restaurar 440 mil hectares até 2050.
O Dia Nacional da Mata Atlântica é celebrado em 27 de maio, uma homenagem à “Carta de São Vicente”, escrita em 1560 pelo Padre Anchieta. O principal objetivo desta data é conscientizar a população para a conservação, recuperação e uso sustentável do bioma.