Notícias |22.06.2026

Cúpula Mundial de Bacias Hidrográficas reúne 300 participantes de 41 países no Rio de JaneiroEvento de três dias focou em integração regional e união global pela segurança hídrica

Representantes de 41 nações se reuniram na última semana no Rio de Janeiro para a Cúpula Mundial de Bacias Hidrográficas, encontro focado em discutir estratégias, parcerias, experiências e perspectivas de políticas públicas e privadas para a gestão das águas. Durante o segundo dia de evento, ministros, organizações de bacias hidrográficas, cientistas e atores do setor hídrico tiveram a oportunidade de ouvir diversas personalidades estratégicas do setor hídrico mundial.

Diferentes culturas, experiências e opiniões compõem os debates que trazem um objetivo global em comum: a segurança hídrica e a adaptação do planeta às mudanças climáticas já em curso. O evento foi organizado pela Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB) e pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro.

Os encontros contaram com diversas autoridades como o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional do Brasil, Waldez Goes, o secretário de Estado do Meio Ambiente da Espanha, Hugo Morán Fernandez, e a diretora Executiva Adjunta Interina para Assuntos Hídricos, Ministério da Agricultura, Pesca, Água e Reforma Agrária da Namíbia, Maria Amakali.

Mais de 300 participantes de 41 países se reuniram no Museu do Amanhã para debater cenários e questões técnicas e novas políticas de adaptação. Dentre as questões centrais que motivam as discussões estão a governança das bacias hidrográficas, a crescente escassez de água e a necessidade de se ajudar os territórios a se adaptarem à condições hidrológicas cada vez mais incertas.

Contexto Brasileiro

O Brasil possui algumas das maiores reservas de água doce do mundo. No entanto, secas recorrentes, níveis de rios em declínio e uma competição crescente pelos recursos hídricos estão expondo uma vulnerabilidade cada vez maior. À medida que as mudanças climáticas remodelam os padrões hidrológicos, garantir a segurança hídrica tornou-se um dos desafios estratégicos mais urgentes do país.

Essa realidade contrastante revela um desafio comum a ser enfrentado em todas as latitudes: como as bacias hidrográficas podem se tornar mais resilientes em um mundo onde os padrões hidrológicos históricos não são mais confiáveis.