A partir de agora, o Estado do Rio de Janeiro contará com quase 9 mil hectares de área de Mata Atlântica protegida pelas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), ao reconhecer a 108ª e 109ª reserva na cidade de Varre-Sai, no Noroeste Fluminense. As RPPN Xodó II, de 3,28 hectares e a RPPN Barro Vermelho, de 30,33 hectares, fizeram com o que o estado alcançasse a marca de 8.977 hectares de conservação ambiental em reservas reconhecidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
No Estado do Rio de Janeiro, as RPPNs são consideradas unidades de conservação de proteção integral, e são criadas em propriedade privada, sendo permitidas atividades de educação ambiental, turismo e pesquisa científica. Instituídas por iniciativa voluntária de seus proprietários, essas reservas são averbadas junto ao Registro Geral de Imóveis (RGI), reconhecimento esse que passa a acompanhar em caráter perpétuo a vida da propriedade.
“As RPPNs representam uma estratégia importante de preservação da biodiversidade, pois além de conservarem a área em si, também servem para conectar remanescentes de vegetação maiores e garantir o fluxo gênico entre as espécies da Mata Atlântica”, afirmou o presidente do Inea, Philipe Campello.
Os avanços na conservação de terras privadas no Rio de Janeiro ocorrem no âmbito do Programa Estadual de Apoio às RPPNs, instituído pelo Decreto Estadual nº 40.909/2007. Por meio do programa, o Inea oferece suporte técnico e orientações aos proprietários interessados.
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