Parque Estadual do Desengano

Pedra do Desengano. Foto: João Rafael Marins.

CriaçãoDecreto-lei Estadual nº 250 de 13 de abril de 1970.

Objetivos:

Preservar sua notável expressão orográfica que o destaca no cenário regional como acidente de grande beleza cênica, com inúmeros picos rochosos e cobertura florística bastante representativa do bioma primitivo Mata Atlântica (ainda de forma contínua e com algumas das tipologias mais significativas de nossa flora) e um considerável número de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção; preservar o grande número de representantes de nossa fauna, também com espécies endêmicas e ameaçadas; o esplêndido e estratégico manancial de água alternativo para as regiões vizinhas do Norte e Noroeste Fluminense; propiciar a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação – que poderá acarretar um notável desenvolvimento regional, com fácil acesso rodoviário, possibilitando a utilização do Parque e seu entorno pelas diversas faixas econômicas da população.

Área: 21.365,82 hectares.

Localização: Norte fluminense.

Abrangência: Municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes.

Outras informações: O Parque Estadual do Desengano é reconhecido internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area), ou seja, uma área prioritária para conservação da biodiversidade de aves, pela BirdLife International.

Informações úteis

Endereço: Estrada José Dantas dos Santos, 35, Itaporanga, Santa Maria Madalena/RJ
Entrada pelo Horto Florestal Santos Lima. CEP: 28770-000.

Horário de funcionamento (administrativo): Segunda a sexta, de 8 às 17h.

Gestor: Dario Castro.

Telefone: +55 (22) 2561-3072 / +55 (22) 2561-1378

Endereço eletrônico: ped.inea@gmail.com

Gestão Participativa nas unidades de conservação estaduais

O Programa de Fortalecimento de Conselhos promove a criação e a renovação dos conselhos gestores das unidades de conservação administradas pelo Inea. As ações previstas no programa, como a realização de diagnósticos rápidos participativos (DRP) e reuniões periódicas, vêm sendo desenvolvidas com bastante empenho objetivando o fortalecimento da gestão participativa em 28 conselhos de unidades de conservação, sejam elas de proteção integral ou de uso sustentável.

Para a formação dos conselhos gestores são utilizadas metodologias participativas adequadas ao perfil de cada conselho, dentre elas os DRPs. Até a publicação da Portaria que legitima cada Conselho são realizadas pelo menos oito reuniões. Os representantes das instituições manifestam seu interesse em participar dos conselhos por meio do documento denominado carta de intenção.

Tais conselhos reúnem órgãos públicos, instituições de pesquisa, sociedade civil e mesmo empresas privadas, interessados na adequada implantação e gestão das unidades de conservação. São espaços de diálogo, consultivos ou deliberativos, compostos por diferentes atores sociais e o órgão ambiental estadual. Além da legitimação dos conselhos por meio da publicação de suas respectivas portarias, o programa também atua na capacitação dos conselheiros por meio da realização de oficinas, elaboração de vídeos e cadernos temáticos. Após dois anos, a contar da posse dos conselhos, é iniciado o processo de renovação do mesmo.

Conselho consultivo: Ativo. Conheça a composição do Conselho, estabelecido pela Portaria Inea/Dibape n° 49, de 20 de outubro de 2014.

Plano de Manejo

O que é o Plano de Manejo?

O Plano de Manejo é um documento elaborado a partir de diversos estudos (do meio físico, biológico e social), que estabelece as normas, as restrições para o uso, as ações a serem desenvolvidas no manejo dos recursos naturais da UC e seu entorno, visando minimizar os impactos negativos sobre a UC, garantir a manutenção dos processos ecológicos e prevenir a simplificação dos sistemas naturais. O zoneamento da UC, as medidas para promover a sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas e as regras para visitação também devem constar nesse documento.

O Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano foi aprovado pela Portaria IEF/RJ/PR n° 159, de 17 de maio de 2005, alterado pela Portaria IEF/RJ/PR n° 257, de 16 de outubro de 2008.

Uso Público

Adote a Conduta Consciente

  • Informe-se sobre normas e regulamentos dos locais que vai visitar.
  • Caminhe somente pelas trilhas; atalhos são perigosos e degradam o ambiente.
  • Deixe cada coisa em seu lugar; não risque pedras ou troncos de árvores.
  • Respeite a fauna e a flora: observe animais à distância, não os alimente, não cace nem colete espécies.
  • Não faça fogueiras.
  • Cuide do lixo que você produz até chegar a um ponto de coleta.
  • Leve materiais de primeiros socorros.
  • Informe às autoridades em caso de acidente.

Ao ar livre

Passeios, caminhadas, escaladas e muitas outras atividades ao ar livre podem ser feitas sem perturbar o ambiente natural, por isto são atividades permitidas no interior dos parques.
E sempre bom lembrar que a prática de atividades recreativas e esportivas em áreas naturais oferece riscos, inclusive dentro de parques públicos. Saiba mais.
É bom lembrar também que a caça, a captura de animais e a retirada de plantas são condutas ilegais.

Guia de Trilhas - Parque Estadual do Desengano

Bilíngue (português/inglês), apresenta as melhores rotas para o turísmo ecológico no Parque Estadual do Desengano, reunindo informações sobre a fauna, flora, clima e geografia de um dos principais patrimônios naturais do Brasil, composto por rios, cachoeiras e trilhas em uma área intocada de Mata Atlântica.

Pesquisa científica no Parque Estadual do Desengano

Para realizar pesquisas no PED faça o cadastro no Núcleo de Pesquisa. O PED possui alojamento com disponibilidade de leito para 12 pesquisadores.

Para informações sobre o cadastro e pesquisas realizadas na unidade de conservação, acesse os links abaixo: